Site bonito não basta: Marcyo Massuci explica o que transforma acessos em oportunidades
Por: Ana Paola – Especialista em desenvolvimento web destaca como velocidade, conteúdo, tecnologia e mensuração influenciam resultados na internet Ter um site visualmente atraente deixou de ser suficiente para empresas que pretendem transformar sua presença digital em resultados concretos. Em um ambiente no qual consumidores pesquisam produtos e serviços pelo Google, acessam páginas pelo celular […]
Por: Ana Paola – Especialista em desenvolvimento web destaca como velocidade, conteúdo, tecnologia e mensuração influenciam resultados na internet
Ter um site visualmente atraente deixou de ser suficiente para empresas que pretendem transformar sua presença digital em resultados concretos. Em um ambiente no qual consumidores pesquisam produtos e serviços pelo Google, acessam páginas pelo celular e utilizam cada vez mais ferramentas de inteligência artificial, aspectos que não aparecem na tela também passaram a fazer diferença.
Para Marcyo Massuci, profissional de desenvolvimento web e fundador da WEBX Criação de Sites, pensar em uma página atualmente exige conciliar design, desempenho, conteúdo, mecanismos de busca, segurança e capacidade de medir o comportamento do usuário.
Com uma trajetória iniciada em 2001, Massuci acompanhou diferentes fases da evolução da internet e trabalha com tecnologias como HTML, CSS e JavaScript, além de ferramentas relacionadas a SEO, automação e agora GEO otimização voltada à inteligência artificial.
“O visual é importante porque representa a empresa e participa da experiência do usuário, mas não pode ser analisado isoladamente. Um site profissional também precisa carregar bem, ser fácil de navegar, ter conteúdo organizado e estar preparado para gerar oportunidades para o negócio”, afirma Marcyo Massuci.
A experiência de navegação também depende de fatores técnicos, como o tempo de carregamento, a adaptação a diferentes tamanhos de tela e a facilidade para encontrar informações. Indicadores como os Core Web Vitals, utilizados pelo Google para avaliar aspectos da experiência de página, ajudam a analisar elementos como velocidade de carregamento, capacidade de resposta e estabilidade visual. Esses aspectos devem ser considerados em conjunto com a qualidade do conteúdo e a usabilidade, sem que um único indicador seja tratado como garantia de posicionamento nos mecanismos de busca.
Uma das questões defendidas pelo profissional é a necessidade de pensar na estrutura do projeto desde sua criação. Em sites desenvolvidos sob medida, por exemplo, é possível controlar elementos como código, integrações, hospedagem, metadados e ferramentas de mensuração. Isso não significa, porém, que plataformas prontas sejam necessariamente inadequadas.
“Não existe uma única tecnologia que seja a melhor solução para todas as empresas. Plataformas prontas podem atender muito bem determinados projetos. O desenvolvimento sob medida ganha importância quando o negócio precisa de maior liberdade para definir sua estrutura e suas integrações”, explica.
Outro ponto está relacionado à velocidade. Uma estrutura mais enxuta pode evitar scripts, plugins e recursos desnecessários, embora o desempenho final também dependa de fatores como imagens, hospedagem e arquitetura do projeto.
“Código próprio não significa automaticamente um site mais rápido ou melhor posicionado. A vantagem é poder trabalhar cada elemento tecnicamente desde o início e reduzir aquilo que não é necessário para aquele projeto”, destaca Massuci.
De visitas a resultados
A preocupação também alcança o que acontece depois que o visitante chega ao site. Ferramentas de mensuração permitem identificar ações como preenchimento de formulários, ligações, solicitações de orçamento e cliques no WhatsApp. Para empresas que investem em publicidade digital, esses dados ajudam a avaliar se o tráfego recebido está efetivamente produzindo oportunidades comerciais.
“Saber quantas pessoas entraram no site é apenas uma parte da informação. Para uma empresa, é muito mais relevante entender quantas dessas pessoas realizaram uma ação que pode se transformar em negócio”, diz.
Na prática, esses dados também podem revelar pontos de melhoria na jornada do visitante. Uma página pode receber um volume significativo de acessos, mas apresentar poucos pedidos de orçamento. Nesse caso, vale investigar se a oferta está clara, se as informações são suficientes para a tomada de decisão e se os caminhos para entrar em contato são fáceis de encontrar. A análise desses fatores permite testar ajustes e acompanhar se eles contribuem para aumentar a proporção de visitantes que realizam ações relevantes para a empresa.
A inteligência artificial acrescentou uma nova camada a esse cenário. Além da possibilidade de integrar assistentes, automações e outros recursos diretamente às páginas, os sites começam a ser estruturados considerando também como seus conteúdos serão compreendidos pelos sistemas generativos.
Nesse contexto, o GEO (Generative Engine Optimization), ou otimização para mecanismos generativos, ganha espaço nas discussões sobre presença digital. Enquanto o SEO tradicional busca melhorar a visibilidade de páginas nos mecanismos de busca, o GEO considera também como os conteúdos podem ser compreendidos, utilizados ou citados em respostas produzidas por ferramentas de inteligência artificial generativa. Para isso, a clareza das informações, a organização do conteúdo, a relevância das respostas e a consistência dos dados sobre uma empresa podem contribuir para que os sistemas interpretem melhor o material publicado. Essas práticas, entretanto, não garantem que um site seja citado por ferramentas de IA, já que os resultados dependem de diferentes fatores e dos critérios de cada sistema.
Para Massuci, a mudança amplia o papel de um site dentro da estratégia empresarial.
“Hoje é preciso pensar no site como uma estrutura digital que conecta várias frentes. Ele pode receber pessoas vindas da busca e dos anúncios, integrar ferramentas, medir conversões e estar preparado para novas formas de encontrar informação, inclusive por inteligência artificial”, conclui.
