IA sai do discurso e entra nas decisões de negócios, aponta Rodrigo Fernandez de Almeida

Por: Pietra Iris de Lucca – A inteligência artificial ganha espaço na estratégia das empresas e passa a influenciar decisões, processos e oportunidades de crescimento, destaca o especialista em negócios digitais Rodrigo Fernandez de Almeida. A inteligência artificial ganhou espaço no cotidiano das empresas, mas ainda é frequentemente associada apenas à criação automática de textos, […]

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Por: Pietra Iris de Lucca – A inteligência artificial ganha espaço na estratégia das empresas e passa a influenciar decisões, processos e oportunidades de crescimento, destaca o especialista em negócios digitais Rodrigo Fernandez de Almeida.

A inteligência artificial ganhou espaço no cotidiano das empresas, mas ainda é frequentemente associada apenas à criação automática de textos, imagens e vídeos. Para Rodrigo Fernandez de Almeida, empreendedor, estrategista de marketing digital e cofundador da Pixel ’n Rock, uma das transformações mais relevantes acontece longe dos conteúdos que aparecem nas redes sociais: no uso da tecnologia para organizar operações, automatizar processos e ajudar empresas a tomar decisões.

Com mais de 20 anos de trajetória em comércio eletrônico e negócios digitais, Almeida vem incorporando ferramentas de inteligência artificial a atividades relacionadas a marketing, aquisição de clientes e análise de resultados.

“A discussão sobre inteligência artificial ficou muito concentrada na produção de conteúdo. Essa é uma possibilidade importante, mas existe um campo enorme quando começamos a usar a tecnologia para organizar informações, automatizar tarefas e apoiar decisões do negócio”, afirma Rodrigo.

Nos projetos descritos pelo estrategista, a IA aparece na criação e adaptação de materiais, em fluxos automatizados de comunicação e atendimento, na captação de interessados e até na internacionalização de produtos educacionais. O objetivo é reduzir atividades manuais e ampliar a capacidade de execução das equipes.

“Eu prefiro começar pelo problema e não pela ferramenta. Primeiro precisamos descobrir onde existe uma tarefa repetitiva, uma dificuldade de análise ou uma informação que não está chegando de maneira clara. Depois avaliamos como a IA pode ajudar”, explica.

Um dos exemplos está no desenvolvimento de dashboards gerenciais. Esses painéis reúnem indicadores de marketing e vendas em uma interface que permite acompanhar diferentes etapas de uma campanha sem depender da leitura isolada de inúmeras planilhas ou plataformas.

Na prática, podem ser reunidas informações sobre investimento em campanhas, custo por lead, cliques, cadastros, participação em grupos de WhatsApp, vendas, receita e evolução dos resultados em relação às metas.

“Ter muitos dados não significa necessariamente compreender o negócio. O valor aparece quando conseguimos organizar essas informações de uma maneira que ajude o gestor a enxergar onde está o problema e onde existe uma oportunidade de ajuste”, diz Almeida.

A proposta também envolve reconhecer as limitações dos próprios dados. O modelo descrito por Rodrigo prevê alertas para inconsistências e problemas de rastreamento, evitando que projeções ou indicadores incompletos sejam apresentados como certezas.

Esse cuidado ganha importância porque decisões sobre orçamento e campanhas podem ser tomadas durante a execução de um lançamento.

“Um painel não deve simplesmente mostrar números bonitos. Se existe uma inconsistência no rastreamento ou uma informação ainda precisa ser validada, isso também deve aparecer. Uma decisão rápida baseada em um dado ruim pode custar mais do que esperar pela informação correta”, ressalta.

A atuação de Almeida combina esse uso da tecnologia com sua experiência em aquisição de clientes por mídia paga, estruturação de ofertas, automações e diferentes modelos de funis de venda.

Para ele, a tendência é que a inteligência artificial se torne cada vez menos uma ferramenta isolada e mais uma camada integrada às operações digitais.

“A IA não precisa substituir quem decide. Ela pode ajudar a retirar tarefas repetitivas do caminho, organizar informações e dar às pessoas melhores condições para analisar o que está acontecendo. No final, tecnologia só tem valor para uma empresa quando consegue resolver um problema real”, conclui Rodrigo Fernandez de Almeida.