Maus-tratos a animais crescem a cada dia

Eles não têm culpa dos problemas dos seres humanos, porém estão se tornando cada vez mais os alvos de frustração de seus proprietários. Desde SRDs a cachorros de raça, eles sofrem nas mãos tanto de pessoas como de canis, que muitas vezes criam apenas com o interesse de exploração da raça e superfaturamento, sendo essa a questão dos assim chamados “criadores de fundo de quintais”.

Pesquisas relatam que só no Brasil, a quantidade de denúncias chegou a mais de 944 ocorrências só nos primeiros meses em 2018, incluindo abandono e maus tratos. A lei n9605/98, considera maus tratos qualquer tipo de espancamento ou agressão física, falta de higienização (muitas vezes em canis), prisão permanente por correntes, promover carência de água ou alimento, negligências a saúde animal, trabalho excessivo que vão além de sua força (como pode ocorrer em zonas rurais), ou até mesmo a retirada e captura de animais silvestres de sua habitação natural.

Com informações de TecnoNotícias

De acordo com Halina Medina, idealizadora do projeto “Tudo Sobre Cachorros”, um dos maiores grupos especializados no segmento pet brasileiro, o país é um dos que mais abandona cachorros no mundo, porém com o atual papel das ONGs de proteção aos animais, esse número tem conseguido ser reduzido aos poucos: “Infelizmente o Brasil é um dos países com o maior índice de cães abandonados, principalmente nas ruas. O papel das ONGs é importantíssimo para acolher e realocar os cães. O papel do Tudo Sobre Cachorros é ensinar as pessoas a cuidar dos cães, entendê-los e respeitá-los, isso também é uma maneira de evitarmos abandonos. Além de ensinarmos as pessoas a fazerem uma escolha consciente na hora de ter um cachorro, a gente ensina a criar um relacionamento saudável entre tutor e cão ”.

Problemas além dos domésticos:

Esses problemas não se restringem apenas a animais doméstico. Foi por essa situação que animais foram proibidos de serem utilizados em circos e apresentações, que antigamente eram treinados na base da dor e dos maus tratos, forçando-os a fugirem de seus padrões comportamentais e se adaptarem forçadamente a realização de cenas teatrais ensaiadas.

Uma das empresas de entretenimento a sofrer conflitos em relação a isso é a SeaWorld, que constantemente é acusada de maus-tratos a orcas, baleias e golfinhos retirados da natureza e que servem de atração principal para seus visitantes, sofrendo severos abusos de seus adestradores. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, em 2015, o parque já enfrentava seu segundo processo por esse mesmo motivo.

A Justiça a favor dos animais:

O responsável pela apuração das denúncias é a Delegacia de Proteção Animal. Porém, caso o agressor seja menor de idade, cabe ao Conselho Tutelar tomar as providências, pois apesar da menor idade penal, não o isenta de responder pelo crime.

A agressão e maus tratos a animais, assim como o abandono, está previsto como crime pelo Ministério Público Federal, que penaliza o autor do ato com cerca de três meses de detenção, podendo se agravar a um sexto a mais, caso seja constatado o óbito do animal.

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