Em Betim, Ramacrisna instala usina fotovoltaica em parceria com o Rotary

Economia será de R$ 60 mil anuais, que custearão atendimento de 400 crianças e jovens ou 6.600 refeições por ano.

BETIM – O Instituto Ramacrisna, associação filiada à FUNDAMIG, terá uma economia de 90% na fatura de sua energia elétrica desde agosto. É que a Organização da Sociedade Civil – OSC fechou uma parceria fantástica e conseguiu viabilizar a instalação de uma usina fotovoltaica dentro de sua própria sede.

 

O projeto, financiado pelo Subsidio Global da Fundação Rotária do Rotary International (coordenado pelo Rotary Club de Belo Horizonte – Liberdade e apoiado pelos Rotary de Contagem, Montes Claros-Norte, BH Pampulha e pelos clubes do Canadá Calgary West e Calgary Olympic), doou $40.000,00 dólares que, somados aos trabalhos voluntários, totalizaram $88.000,00 dólares. Além da economia, que beneficiará centenas de crianças e jovens, o projeto possibilitou a criação de um novo módulo no curso de eletricista instalador e padronista, que será o de montagem, manutenção e instalação de painéis fotovoltaicos.

 

“Estamos radiantes com esta maravilhosa notícia em tempos de tantas incertezas. A Usina está totalmente instalada no Instituto Ramacrisna, já está ligada a rede de distribuição da Cemig. Os equipamentos da Usina já chegaram e estão instalados e funcionando no Ramacrisna. O valor economizado na conta mensal de energia será muito importante para aumentar a sustentabilidade financeira da instituição’’, explica o Superintendente do Ramacrisna, Américo Amarante Neto. Segundo ele, o Ramacrisna foi beneficiado com uma usina com capacidade de 60Kw pico e irá propiciar uma economia de 90% na fatura de energia elétrica, que atualmente é de R$ 5.500,00 média/mês. O total economizado no final do ano será de R$ 60.000,00, que custearão o atendimento de 400 crianças e jovens ou 6.600 refeições ao ano.

 

Desenvolvimento econômico e social

Ele conta ainda sobre os cursos: “’Serão oito turmas com 20 alunos cada, somando 160 jovens, e permitirá o desenvolvimento prático dos alunos e um significativo ganho econômico e social para todos eles. A energia gerada pelos painéis fotovoltaicos instalados será conectada à concessionária de energia local (CEMIG) e reduzirá a conta de energia da instituição pelo sistema chamado NET METERING’’, reforça.

 

Os cursos de qualificação profissional serão destinados a jovens entre 16 e 30 anos, que enfrentam insegurança e incerteza social e pessoal. “O curso será totalmente gratuito e os estudantes receberão uniformes, material escolar e certificado de conclusão do curso. Tais certificações emitidas são uma qualificação valiosa nesse momento de transformação e mudanças que atravessamos no país’’, explica Américo. Além da possibilidade de estarem empregados em empresas instaladoras de plantas fotovoltaicas, os alunos deste curso receberão aulas sobre empreendedorismo, princípios contratuais, fundamentos de estruturas corporativas e ética empresarial, para que possam abrir seus próprios negócios em microempresas que possam oferecer este tipo de serviço ao mercado.

 

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o setor de energia renovável criou mais de 500.000 novos empregos em todo o mundo até 2017, um aumento de 5,3% em relação a 2016. A quinta edição do Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado recentemente na Reunião do Conselho IRENA em Abu Dhabi, mostra que o número total de pessoas empregadas no setor, incluindo grandes usinas hidrelétricas, está atualmente em 10,3 milhões, superando pela primeira vez a marca de 10 milhões.

 

Para a IRENA, a indústria solar fotovoltaica continua a ser o maior empregador entre todas as tecnologias de energia renovável e representa aproximadamente 3,4 milhões de empregos, quase 9% a partir de 2016, após atingir um recorde de 94 GW de instalações em 2017.

 

“A energia solar fotovoltaica é uma das fontes que mais geram empregos diretos e indiretos’’, lembra Américo. Segundo representantes do Greenpeace, os empregos criados estão na cadeia de produção e instalação de sistemas solares. A micro geração distribuída abre vagas de emprego em todo o mundo. Pequenos sistemas fotovoltaicos instalados de 20 MW empregam 600 pessoas. Esse número pode se multiplicar com a instalação das usinas solares contratadas nos leilões da ANEEL. A estimativa é que uma usina solar de 1 GW gere 3 mil empregos.

 

“Esse projeto me impressionou muito: pela questão da sustentabilidade, que é um fator comum hoje a quase todas as organizações; pela intersetorialidade, porque conecta empresas, OSCs e sociedade; pela questão da empregabilidade; mas também pela sua possibilidade de multiplicação. Estamos em diálogo com o Instituto Ramacrisna e com o Rotary para viabilizarmos que chegue a mais organizações em Minas Gerais”, afirmou Antônio Cabral, conselheiro do Ramacrisna e diretor Financeiro da FUNDAMIG.

 

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