Em área dominada pelos homens, DJ Anny supera preconceitos: “A gente passa por muita coisa”

Em festas mundo afora, os top DJs mais badalados são sempre do gênero masculino. Quebrando essa regra e se posicionando nos destaques, DJs mulheres vem apresentando seus trabalhos e ganhando adeptos. No Brasil, DJ Anny vem fazendo justamente isso, buscando seu espaço em meio à tantos grandes nomes. 

Ex-dançarina e ex-MC, DJ Anny é hoje um dos maiores nomes das matinês no Rio de Janeiro, com shows lotados em diversas cidades e se posicionando entre os principais destaques do segmento. Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a artista é considerada como a grande estrela das festas para jovens entre 12 e 17 anos. Mas nem tudo são flores, em meio à um trabalho e outro, Anny revela que já teve seu trabalho desmerecido, principalmente por ter sido julgada pelas roupas que usa. “Várias vezes passei por isso. Ao chegar no evento, é comum escutar muitas bobagens pelas roupas que eu uso”, comenta Anny. 

De acordo com a artista, há ainda um preconceito interno. “Já passei por muitas situações de DJs me desmerecendo, só por ser mulher, sem nunca ter me visto tocar, já teve gente que invadiu o palco pra me agarrar, e eu trabalhando, gente que tenta passar a mão… É muito complicado, a gente passa por muita coisa”, explica a artista. 

Para Anny, aplicar o respeito à mulher e sororidade é uma atividade de requerer trabalho. Acho que é uma estrada longa demais, mulheres desde que são mulheres sofrem por machismo. O que nós mulheres devemos fazer é nos unirmos, nos ajudarmos, uma levantando a outra e assim continuar abrindo nosso espaço no mercado, e mostrar trabalho. Enquanto eles nos desmerecem, a gente escuta, e debate com um trabalho bem feito”, finaliza Anny.

 

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